sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Visita ao Busch Stadium

O texto abaixo foi escrito por nosso amigo Marcelo Baptista (@camabap) relatando sua ida ao Busch Stadium neste ano. Não fiz modificações no texto. Aproveitem o relato, ele foi bem específico. É o nosso segundo sobre os ballparks da MLB e talvez role um sobre o Fenway ainda este ano. :) Obrigado ao Marcelo por disponibilizar um pouco de seu tempo para nos deixar mais próximo do esporte que tanto gostamos.


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O Início de Tudo - Como me tornei um Cardinal Fan


Quando a ESPN chegou ao Brasil, eu, como a maioria dos brasileiros, nada sabia sobre Baseball. No início às vezes assistia algum jogo, fui tentando entender as regras até 1998, quando comecei acompanhar a fundo. Neste ano o Cardinals tinha um 1B chamado Mark McGwire, que rebateu 70 HR na temporada, nesse ano me apaixonei pelo esporte e pelo Saint Louis Cardinals.

Planejamento
Com o interesse pelo esporte, comecei a frequentar os Ball Parks em minhas viagens aos EUA, porém nunca havia, até este ano, visto meu Cardinals ao vivo. Meu planejamento das viagens de férias este ano fiz em torno de ir a St Louis ver o Cardinals. Já havia ido duas vezes perto, em Indianapolis para as 500 milhas, mas não deu tempo de programar um jogo do Cardinals. Este ano não, como minha esposa só teria uma semana de férias devido à mudança de emprego, sobrou em minha viagem 21 dias para me programar para o Cardinals e também as 500 milhas, além de outras coisas. O calendário foi meu amigo e tudo encaixou perfeitamente. Planejei quatro noites em Saint Louis com direito a dois jogos dos Cardinals contra o San Diego Padres nos dias 21 e 23 de Maio de 2012.

Ingressos
Como sempre faço, comprei  tudo com muita antecedência, pelo site do Cardinals. O primeiro ingresso comprei para uma área VIP, o Champions Club, que fica um mais a esquerda da 3ª base com direito a Buffet e bebida grátis antes e durante a partida, este ingresso custou Us$ 89,00, fica um pouco longe, mas a vista é boa. O segundo ingresso, comprei para seção 250, atrás do home Plate, com uma vista espetacular de todo o campo, este ingresso custou Us$ 45,00. Pelo estacionamento, coberto ao lado do estádio, paguei Us$ 15,00 cada dia e também comprei antecipado.

Chegada a St. Louis
No Dia 20/05, parti de carro de Indianapolis rumo a Saint Louis, uma viagem de aproximadamente 260 milhas e umas 4h30min de viagem pela rota 70. No meio da viagem, aproveitei para parar em BRAZIL, isso mesmo, a cidade de Brazil, IN, que tem uma fonte chamada Chafariz dos Contos (Figura 1), doada pela cidade de Ouro Preto, uma réplica idêntica que Ouro Preto mandou a cidade xará Brazil.



Chafariz dos Contos, Brazil, IN
Ao chegar em Saint Louis, ainda da estrada eu avistei o Busch Stadium, e, parodiando minha amiga Fan dos Cardinals que conheci no Twitter, Mairana Medeiros, rolou uma lágrima, foi sério, uma lágrima de alegria correu em meus olhos. Chegando no Hotel, a primeira pergunta que a simpática atendente me fez foi:  “O Que você veio fazer em Saint Louis?”, “Vim Assistir o Cardinals”, respondi. Isso mudou minha vida nos quatro dias seguintes, o que eu já seria bem tratado, multiplique por 10, queriam fazer de tudo por mim, além de ter virado atração no hotel, todos queriam saber quem era o brasileiro que veio de São Paulo só para assistir o Cardinals. Percebi o porquê disso quando circulei pela cidade, em cada 10 pessoas, no mínimo 5 estão vestindo algo dos Cardinals, o amor da cidade por esse time é algo que jamais havia visto em minha vida. No mesmo dia, fui ao Busch buscar meus ingressos, queria tê-los nas mãos, era um sonho tornando-se realidade.

Ingressos na Mão


Jogo 1 - Cardinals x Padres - Chegou a Hora
O Jogo era às 19h15min. Programei-me para chegar às 17h30min, queria sentir todo o clima do jogo, fora e dentro do estádio, curtir ao máximo este momento único. Saí às 17h do hotel e apesar de um pouco de trânsito, estava estacionando o carro às 17h30min em frente ao Busch. Circulei um pouco, tirei várias fotos e fui buscar o meu lugar no Busch. 

Busch Stadium, Home of the Saint Louis Cardinals
Calçada dos Campeões, Estátuas das Lendas como Bob Gibson

O Champions Club é uma área fora de série, com sofás, vários telões em alta definição, vários tipos de pratos quentes, Carnes, massas, saladas, pizzas, comida oriental, todos os tipos de cerveja da BUD, claro, bebidas diversas, mordomia total. 
Champions Club, Área VIP no Busch Stadium
Vista do Meu Lugar no Champions Club

Após o jantar era a hora do Jogo, estádio lotado e pintado de vermelho, hino nacional e Play Ball!!!! 
Cardinals e Padres em Ação



O jogo foi equilibrado com os pitchers e as defesas dominando, poucas rebatidas. O problema foi que logo na segunda entrada, após um hit do Alonso e uma bola de sacrifício do Hundley, o Alonso marcou e colocou o Padres na frente 1-0, o drama continuou até a 7ª entrada, com as defesas dominando e o placar 1-0, não era possível que depois de tanto esperar eu veria o Cards perder ao vivo.

Tudo mudou na 7ª entrada, um single do Greene e outro do Jaime Garcia que colocou o Greene na 3ª base. Furcal com mais um single impulsiona o Greene que empata o jogo e coloca o Garcia na 3ª base. Carpenter é eliminado a seguir em uma rebatida, porém, impulsiona o Garcia para virar o jogo, neste momentos eram 2 outs, a 7ª entrada terminaria com o Busch pegando fogo e virada do Cardinals 2-1. 

Mas como tinha que ter mais emoção, no topo da 8ª entrada, um Double do Guzman para o center field impulsionou Denorfia e Alonso para uma virada dos Padres, 2-3. Foi desanimador, porém, a torcida de Saint Louis acredita o tempo todo e começou a gritar e apoiar o time e a jogada derradeira ocorreu com o Molina em base e Home Run de 2 corridas do Greene, nova virada do Cardinals, 4-3 e o Busch veio abaixo. Uma galera que nunca vi na vida veio me cumprimentar com um High-Five. A festa se completou com o Motte fechando a 9ª entrada. That’s a WINNER!!!! Cardinals 4, Padres 3, que dia!
That's a Winner

Jogo 3 - Cardinals x Padres - Rumo a Varrida
O dia anterior marcou mais uma vitória dos Cardinals no jogo 2 da série por 4-0, então, hoje era o dia da Varrida. O jogo também era às 19h15min e cheguei cedo para mais um dia no Busch. Desta vez escolhi a sessão 250 bem atrás do Home Plate, a visão do jogo é fantástica.


Entrada do Center Field no Busch
O Jogo começou muito mal para nosso Pitcher do dia, Lance Lynn, um Home Run de cara do Venable. E não era só isso, o estrago no topo da 1ª entrada foi maior com um walk, um hit-by-pitch, um single e mais duas corridas impulsionadas, ou seja, 3-0 para os Padres. Por sorte, a coisa começou igualmente feia para os Padres, a Primeira entrada dos Cardinals foi ótima com 5 rebatidas e Schumaker, Freese e Adams impulsionando 3 corridas, tudo igual 3-3. Após o furacão inicial, tudo no zero nas próximas 3 entradas e meia, até que na parte baixa da 5ª entrada, após um single do Holliday, Carlos Beltrán bate um Home Run de duas corridas, estávamos na frente, 5-3. O Jogo seguiu tranquilo após esta entrada com mais uma corrida anotada na 7ª entrada com um Home Run de D Freese, 6-3. Motte fechou novamente o jogo e novamente, THAT’S a WINNER, Cardinals 6, Padres 3 e varrida para cima dos Padres. Saí invicto de Saint Louis e com um sorriso gigante no rosto após um sonho realizado.
Vista da Sessão 250, Campo Inteiro e o The Arch ao Fundo
Cardinal Nation
Freebird, Nosso Mascote e Cheerleaders do Cardinals


MUST GOs em Saint Louis
Para os fans que forem planejar uma viagem a Saint Louis, deixo também algumas atrações imperdíveis da cidade que qualquer visitante não pode deixar de fazer.

- Subir no Topo do The Gateway Arch, arco símbolo de Saint Louis com quase 200m de altura e visão de toda a cidade, incluindo uma bela visão do Busch stadium.


Busch Stadium Visto de Cima do Gateway Arch

- Passeio de Steam Boat no Rio Missisipi: Viagem ao passado nos Barcos a vapores no Rio Missisipi
- Chain of Rocks Bridge: Lendária ponte na Route 66 sobre o Rio Missisipi que divide os estados de Illinois e Missouri

- Henry's Rabbit Ranch na Route 66: Henry e seus coelhos são uma lenda na Rota 66, um maravilhoso museu da Rota montado pelo Henry que te recebe pessoalmente e conta histórias da famosa rota.

- Meramec Caverns: Visita guiada ao interior das Cavernas Meramec com magníficas formações, imperdível.

Quem precisar de dicas pode entrar em contato comigo: camabap@gmail.com

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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ida ao Angel Stadium

Background

Quando eu decidi que viajaria de férias até Los Angeles, de férias, com minha esposa e alguns amigos, imediatamente fui atrás de um calendário para checar se teria condições de assistir a algum jogo do Los Angeles Angels.

Mas, Eduardo, você pergunta, por que não um jogo do Dodgers, que joga num ballpark quase no centro de Los Angeles? Excelente pergunta. Primeiro porque o Angels vinha de uma offseason impressionante, trazendo jogadores do naipe de Albert Pujols e CJ Wilson. Segundo, porque eu não sabia que Anaheim, onde o Angels joga, fica tão longe de Los Angeles.

De qualquer forma, aparentemente eu estava indo no caminho certo. O Dodgers estaria fora da cidade durante a minha estadia e o Angels jogaria uma série com o Tampa Bay Rays, no Angel Stadium.

A compra dos ingressos

De início, flertei em comprar diretamente no site do Angels. Eu não sou rico e estava contente em ficar lá pra cima, nos lugares nosebleeds. Os preços eram um pouco salgados, mesmo os mais baratos custavam cerca de 30 dólares. Tendo em vista que eu também pagaria o ingresso da minha esposa, comecei a procurar outra opção.

Tive a ideia de entrar, então, no site da secretaria de turismo de Anaheim. Quem sabe eles não tem algum tipo de convênio com o time ou alguma promoção. Descobri que sim, existia uma promoção para ingressos em determinadas datas e em determinados assentos. Com o código da promoção em mãos, voltei ao site do Angels e comprei os ingressos que queria por 12,50 dólares + 5,00 dólares de “taxa de conveniência”.

Depois, descobri que poderia ter comprado ingressos melhores com um preço mais acessível através do stubhub.com, que basicamente faz a intermediação entre alguém que tem ingresso, não vai ao jogo e quer vender e o comprador

De qualquer forma, paguei no cartão de crédito e recebi um e-mail avisando que eu havia adquirido os tickets. No dia, eu teria de ir à bilheteria, com identificação e o cartão de crédito que fiz a compra para pegá-los.

No dia anterior, recebi um e-mail me lembrando do jogo e oferecendo detalhes sobre a partida. Os titulares seriam Dan Haren, da parte angelina e David Price, da parte das arraias de Tampa Bay.

O Estádio

Era o dia 16 de agosto. Deixamos Los Angeles por volta das 17.30h e, devido ao famoso trânsito de Los Angeles, chegamos no estádio em cima da hora, às 19:00h. O estacionamento é bem amplo e vários funcionários indicam onde estacionar. Pagamos 10 dólares pela vaga e fomos até a bilheteria.

Havia muito movimento na frente dos portões, os muros do estádio são enfeitados com grandes fotos dos jogadores do Angels. Um grande capacete vermelho marca a entrada do portão principal. Não havia fila para pegar os ingressos. Aproveitamos, tiramos umas fotos e entramos. Você pode utilizar qualquer entrada. O hino americano começou a ser apresentado enquanto passávamos pela revista. Todas as pessoas, seguranças e policiais pararam o que faziam, colocaram a mão no peito e viraram para o campo. Finalmente, nos entragaram uma jarra de plástico com o emblema do Angels e 4 copos com o nome e número dos arremessadores do time.

O brinde do dia para os torcedores
Entrada do ballpark

Lá dentro, começamos a subir as rampas até chegar ao último nível. Achamos a nossa entrada e um empregado nos mostrou onde eram os lugares. Não tinha grandes expectativas para os nossos assentos, mas fiquei muito satisfeito com a visão do campo.

Na foto, parece longe. Na verdade, é longe. Mas dá pra ver.


 Jogo

O jogo começou com Haren eliminando três em seguida. O arremessador do Angels parecia estar afiado naquela noite, mas apenas parecia. O telão anuncia cada batedor, com estatísticas relevantes, marca as estatísticas do arremessador e passa o replay das melhores jogadas. Mike Trout é o leadoff do Angels e sua walkout song é nada mais nada menos que aquele OI OI OI da novela.

Longoria e seus números no telão
Telão puxando um pouco o saco do Pujols
O estádio estava, aparentemente, metade cheio, mas é difícil dizer com certeza. O jogo era o primeiro de quatro entre os times e o Rays tinha acabado de ceder um jogo perfeito para Félix Hernandez na noite anterior. Era óbvio que o time viria com sangue nos olhos nesta partida. Ben Zobrist abriu o marcador com um homerun para o campo central. A jogada foi revista pelos árbitros, por suposta interferência de um fã, mas foi mantida.

Os bastões californianos continuavam sendo frustrados por David Price e no quarto inning a vaca deitou. B.J. Upton abriu o inning com uma pancada pro campo esquerdo. Dan Haren cederia seis rebatidas e quatro corridas neste inning até ser retirado com dois outs. Uma noite desastrosa.

Com 0x5 no placar, a torcida começou a ficar desesperançosa. Trout, Pujols e Trumbo combinaram para duas rebatidas e quatro strikeouts entre eles. Price era o nome do jogo.

A fome bateu e fui testar a lanchonete do estádio. De lá, assisti pela tevezinha Evan Longoria bater um homerun de duas corridas no topo do quinto inning. Parte da torcida desistiu e começou a sair. No quinto inning! Enfim, voltei para o meu lugar com dois cachorros-quentes bem caros na mão a fim de saber se o Angels viraria o placar.

Latinos jogando, latinos servindo...

De fato, eu poderia ter ido embora. David Price arremessou sete innings, cedeu três rebatidas e dois walks, sendo o principal responsável pela vitória de 7x0 do Tampa Bay Rays. Minha noite, entretanto, não tinha acabado.

Com grande parte da torcida já do lado de fora, me aventurei nos lugares mais caros do estádio, no terrace, para sentir o jogo mais de perto. Acreditem no que eu digo: é outro mundo. Você vê a expressão e a tensão dos jogadores em campo, a torcida é mais participativa, já que o rebatedor pode facilmente ouvi-los. Foi uma experiência bem legal.

No terraço, a vida é outra. Dá até pra xingar o Pujols.
 A saída foi tranquila, dei uma passada na loja do time, mas nada me animou em específico. Me aproximei do campo para tirar uma foto e acabei repreendido pelo segurança (mas tirei a foto). Minha esposa, coitada, não entendeu grande coisa do jogo, mas se esforçou para parecer entretida durante as três horas de duração de um blowout.

Tem até camisa do Bourjos!
O Rays eventualmente varreria os quatro jogos por um placar combinado de 37x14, deixando o Angels nunca posição delicada na tabela. De qualquer forma, recomendo a todos a experiência de assistir ao vivo uma partida e vivenciar de perto esse mundo mágico do baseball.




domingo, 26 de agosto de 2012

Boston e LA Dodgers realizam grande troca.

Agosto é um mês emblemático na MLB. Ele fica entre o fim da deadline em julho, e o começo da loucura total em setembro, quando jogadores aparecem por todos os lados, equipes dão o sangue para ir à pós-temporada e managers ficam malucos fazendo cálculos e mais cálculos.

Portanto, é um mês que você não espera mais grandes reforços para seu time. Os movimentos que ocorrem são através de waivers, ou seja, são (geralmente) menores. Vocês está apenas se acostumando com as eventuais mudanças no elenco que aconteceram em julho.

Mas o Baseball sempre arranja uma forma de nos surpreender. E foi o que aconteceu nesta sexta-feira, quando apareceu o rumo de uma troca homérica entre Boston Red Sox e Los Angeles Dodgers.

O time de Boston, totalmente desiludido com a temporada pífia, finalmente teve a coragem de limpar um pouco a sua folha de pagamento. Era algo que já devia ser ventilado entre a diretoria da franquia há algum tempo, mas, o fio de esperança de ir aos playoffs ainda não deixava trocas ocorrerem.

Neste sábado, o movimento foi confirmado. Os Red Sox enviariam Adrian Gonzalez, ídolo da torcida, Josh Beckett, em temporada bem fraca, Carl Crawford, com problemas de lesão, Nick Punto e 11 milhões em dinheiro para os Dodgers. Em troca, vão receber o 1ª Base James Loney (4 Home Runs, 33 RBIs), Allen Webster, Ivan De Jesus e dois jogadores a serem anunciados no futuro.

Gonzo já bateu seu primeiro Home Run no novo uniforme
Para entender melhor, vamos aos números.

Antes do movimento, o Boston Red Sox tinha a 3ª folha de pagamento mais cara da MLB, custando um pouco mais de 173 milhões de dólares em 2012. Para ter ideia do que é gastar esse valor num time de baseball, eles poderiam pagar a folha de San Diego Padres, Oakland A's e Houston Astros desse ano.

Com a troca, o Boston economiza o equivalente a um time desse times citados: 60 milhões de dólares. Só Adrian Gonzalez ganha 21,8 milhões; Carl Crawford ultrapassa os 20 milhões e Beckett garante seus 17. Nick Punto, coitado, é o troco do pão da transação: 1,5 milhão para ele em 2012.

Beckett tem contrato por mais dois anos e irá receber 31,5 milhões
Para os Dodgers, a transação significa, logicamente, o oposto. Eles somam a uma folha que já era de 95 milhões todos esses valores. O jogador que mais ganhava na equipe antes da transação era o Ted Lilly, com 11 milhões. Os torcedores estão em êxtase com o time se movimentando e agindo depois de tanto tempo no comando de Frank McCourt.

Magic Johnson, um dos donos da franquia, declarou que "Nós entendemos que você precisa gastar pra ser bom nessa liga. Sabíamos disso antes de comprar o time. Gostamos muito da troca". Ou seja, mesmo com a moda de Moneyball, o jeito Yankee de ser continua fazendo sucesso: salários altos, grandes investimentos e acúmulo de talento. Nas últimas semanas, os Dodgers também adicionaram Shane Victorino, Hanley Ramirez e Brandon League ao elenco.

Tecnicamente falando, Adrian Gonzalez é uma adição incrível ao time. A 1ª base dos Dodgers desse ano vinha sendo limitada, rebatendo 24%, com 10 Home Runs e 55 corridas impulsionadas. Gonzalez, numa temporada abaixo do que pode produzir, anotou 30% no Boston, com 15 Home Runs e 86 corridas impulsionadas. Matt Kemp deu sua opinião sobre o novo companheiro de time: "Agora temos um dos melhores jogadores da posição na liga. Alguém que pode anotar corridas definitivamente vai nos ajudar a vencer mais partidas".

Josh Beckett chega sem grandes expectativas e por isso pode surpreender. Já Carl Crawford me parece a maior incógnita da troca. Vindo de tantas lesões, ele finalmente consegue se livrar de Boston e partir para LA. Pode ser que a motivação volte ao Outfielder. O Dodgers vai pagar caro nessa aposta (Crawford ganhará 100 milhões nos próximo 5 anos), mas o retorno pode ser alto também.

Resumindo: o Boston pode ter entrado numa fase que o torcedor não está acostumado, a reconstrução de um time. Pode ser angustiante, como definiu o General Manager do time, Ben Cherington: "Nós sabemos que não somos quem queremos ser". Não é de uma hora para outra que toda mudança deve acontecer. A próxima Free Agency pode não suprir todas necessidades do time, a espera pode ter que ser um pouco mais longa que o normal. Mas o time irá fazer os movimentos necessários para voltar ao topo.

Os Dodgers, por sua vez, colocam um F maíusculo no favoritismo para a vaga dos playoffs na divisão e também garantem um lugar nas listas de "possíveis times na World Series". O elenco agora é caro e tem que render. Vamos ver como o barco vai navegar nos mares angelinos.

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sábado, 25 de agosto de 2012

Adrian Beltre Pegando Fogo


Adrian Beltre entrou para a história na noite desta sexta-feira no Texas. Um dos melhores 3ª Base da temporada bateu para um "ciclo" pela segunda vez na sua carreira. A vítima desta vez foi o Minnsota Twins.

O que é rebater para o ciclo?

Rebater para o ciclo é conseguir todos os tipos de rebatida em um único jogo. Ou seja, o jogador precisa de uma simples, uma dupla, uma tripla e um Home Run. Isso aconteceu 293 vezes na história da Liga, o que faz do "ciclo", para o rebatedor, algo como o "no-hitter" é para o arremessador.

Se quiser aprender a rebater uma basebola para longe, Beltre pode te ensinar

Ótimos números

Aos 33 anos, Beltre vem tendo uma temporada extraordinária. Há duas noites, o dominicano rebateu 3 Home Runs contra o Baltimore Orioles, impulsionando 5 corridas. Na noite de ontem, anotou mais uma rebatida para depois do muro e, somada à de hoje, já possui 24 Home Runs.

Mais histórica ainda

24 de agosto de 2012 há de ficar marcado na história. Além do ciclo do Adrian Beltre, vimos a vitória do Houston Astros e do Chicago Cubs no mesmo dia. Sinal dos tempos?
Aproveito para divulgar que finalmente saiu o Podcast do Two Minute Warning, com participação minha e do Vinícius Veiga, do Spinballnet. Não deixem de ouvir, clicando aqui.

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